pesquisar

28 de maio de 2010

O medo de mim

Perdeu o ônibus por alguns segundos, e se perdeu de alguém por um pouco de distração. E nem fazia qualquer diferença saber de tudo, quando se acostumou a fingir que não sabia de nada. Quem ela deixaria que partisse seu coração? Ninguém diria que não é chegada à hora de prender-se na perda da consciência do individual. Era tudo uma questão dela mesma, que ela mesma não fazia a mínima questão. Depois que amarrou seus cadarços e enfeitou alguns pensamentos, deixou que seus olhos se esparramassem pelo chão, desejando esparramá-los pelo rosto de quem realmente gosta. Quer correr atrás do atraso, porque não suporta esperar, mas também não sabe desistir. E o medo de ser egoísta demais para aceitar que talvez o melhor seja mesmo alguma coisa totalmente diferente, abraçou-a por trás. Como já sopraram aos seus ouvidos, é muito difícil abandonar um ideal.