Você sempre gostou de me irritar e dizer que eu estava errada. Você sempre implicou comigo; sempre fez tudo errado; puxava meu cabelo só para me ver gritar, me empurrava só para eu te bater; você sempre gostou de ser o errado e eu sempre te amei desse jeito. Mas o que você não percebeu é que eu também tinha as minhas manias, e quando te mandei ir embora, quando te mandei me esquecer na verdade eu só queria que você me abraçasse, ou puxasse meu cabelo, ou me empurrasse… Qualquer coisa! Mas você resolveu — pela primeira vez, — obedecer-me. Resolveu ir embora. Resolveu desistir de mim.
De vez em quando eu sinto a sua falta. Quer dizer, eu a sinto todos os dias, mas o que posso fazer? Estou cansada de correr. Estou cansada de sempre te procurar e nunca achar.
Você diz se importar, mas eu vejo a verdade em seus olhos meu amor… E tu não se importas, se tu se importasses estarias aqui comigo enxugando minhas lágrimas; me dando o que mais preciso: a sua companhia. Seja calado ou não; penteado ou despenteado, amarrotado ou passado, porque eu só preciso de você e do seu sorriso capaz de curar qualquer ferida dentro de mim.
