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11 de setembro de 2012



ele era um cinturão de Órion. complexo, meio esquisito e totalmente lindo. e quando ele sorria meu coração saltava. Era como se eu quisesse ser o motivo daquele sorriso, mas algo aqui por dentro me dizia que aquele coração já era habitado e eu nunca conseguiria chegar numa parte tão profunda quanto o ‘motivo’ daquele sorriso. Ele era parecido com meu livro de direito constitucional: difícil e quando eu achava que entendia alguma coisa, era a hora do teste prático e eu percebia que ainda estava longe de entender algo. E foi nessas tentativas de agradar que eu me apaixonei. Era o piá mais especial que eu já tinha encontrado, tinha aquele jeito meio engraçado com uma porção de determinação, tinha um sorriso bonito e quando falávamos de futuro os olhos dele brilhavam. Quanto mais eu me aprofundava mais descobria que ainda tinha muito a aprender. E como podia eu gostar tanto de alguém que sequer podia entender? ele era doce e eu tentava ser rude, ele era indeciso e eu sempre soube o que queria, ele era desinibido e eu tinha minha parcela de mistério. Ele era muito monótono ou era eu que exalava eletricidade? como diria a música: conheci um guri que eu já conhecia, de outros carnavais, com outras fantasias. eu tinha aquela mania de querer ser desvendada. um dia era aventureira e no outra bailarina. um dia era princesa e no outro queria ser o dragão. um dia era a feiticeira e no outro era a enfeitiçada. um dia eu o conheci sem fantasia alguma, um dia eu conheci a essência daquele menino, aquele que eu achava que conhecia.