Só que eu quero você
junto, colada em mim. As nossas idiotices e todo o seu jeitinho de ficar brava.
O seu sorriso torto e a reclamação de que fica mais feia de manhã. Nem a zoação
dos meus amigos eu ligo, sim, tem todo aquele assunto de não conseguir ficar
mais nenhum minuto longe de você. Ficar a madrugada ouvindo a sua voz e a
mesmice de ‘quem desliga o telefone primeiro’. Eu sempre odiei, tive nojo de
toda essas coisas de ‘amor’, mas não consigo te chamar de outra coisa. Não
demora, eu quero o seu cheiro no meu travesseiro, os seus beijos, a sua
implicância, eu quero você. Quero sair com você pelas ruas, pode ser de mãos
dadas ou se você quiser, pode subir nas minhas costas, eu não ligo. Você sabe
que eu amo te fazer sorrir, amo quando você me chama de ‘palhaço’ ou ‘idiota’,
amo quando você solta aquelas gargalhadas que chegam a faltar o ar. Eu amo tudo
o que você faz, mesmo você fazendo de um jeito errado, o teu jeito errado. Eu
nunca te falei, mas eu tenho um medo enorme de te perder. Não consigo imaginar
minha vida sem você, sem as suas gracinhas, sem os teus xingamentos, sem os
teus pedidos de carinho. Seria muito estranho, os dias seriam chatos, frios e
vazios. De algum jeito, você me preenche, você me completa, você me fascina,
você me tem completamente nas mãos.
